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Ransomware: O que é, como ataca, tipos e como prevenir

postado em: Ransomware

Nos últimos anos, a busca por medidas de proteção contra ataques virtuais como o ransomware tem aumentado consideravelmente.

Seja para adequação da LGPD ou prevenção contra as ameaças deste tipo de malware, é importante conhecer todas as suas características.

Em geral, o ransomware costuma ser usado por hackers para o sequestro de arquivos importantes de empresas e usuários.

Com o objetivo de extorquir as vítimas, os cibercriminosos bloqueiam seus dados por meio de criptografia.

Para te ajudar a se proteger de modo adequado, preparamos este guia completo sobre ransomware com tudo que você precisa saber. Aproveite!

O que é um ransomware?

O ransomware é um tipo de malware projetado para sequestrar arquivos de computadores e servidores, tornando-os inacessíveis para seu proprietário através de criptografia.

Essa invasão tem a finalidade de atingir dados essenciais e liberá-los apenas com a realização de um pagamento, feito em moeda virtual.

Anteriormente, o resgate de um ataque por ransomware era pago através do correio tradicional para os cibercriminosos.

No entanto, a popularização de criptomoedas como o Bitcoin, e o fato das suas transações serem descentralizadas, acabou se tornando um atrativo para os hackers.

Afinal, por não existirem intermediários como um banco central ou agências governamentais, o número de rastros deixados diminui consideravelmente.

Por outro lado, pagamentos feitos por cartão de crédito possuem registros que permitem às autoridades investigar e rastrear o destino do pagamento.

A história do ransomware?

O primeiro caso documentado de ransomware ocorreu em 1989, com o chamado Trojan AIDS.

Sua distribuição foi feita fisicamente através de disquetes que prometiam conter um banco de dados sobre a AIDS e seus riscos.

Quando disparado, esse malware desabilitou o acesso à maioria dos conteúdos dos computadores de pesquisadores sobre o tema.

Para liberar os arquivos, o Trojan AIDS exigia um “pagamento de licença” de US$189, que deveria ser enviado para uma caixa postal no Panamá.

No entanto, pesquisadores conseguiram criar ferramentas que removeram o malware e reverteram a criptografia dos arquivos infectados.

Posteriormente, o biólogo evolucionista Joseph Popp foi identificado como autor do ataque, sendo declarado como incapaz mentalmente de ser julgado.

Evolução do ataque

Os primeiros casos de ransomware se utilizavam de processos de criptografia considerados simples, sendo facilmente revertidos por especialistas.

No entanto, em 2007, o WinLock deu surgimento a um novo tipo de ransomware, que ao invés de criptografar arquivos, bloqueava o acesso de usuários a seus computadores.

Além disso, o WinLock assumia a tela e exibia imagens pornográficas, exigindo um pagamento através de SMS para removê-las.

Em outros episódios, foram utilizados os chamados ransomwares de agentes da lei, que bloqueia os computadores e mostra uma página com credenciais de agências como FBI e Interpol.

Nesse caso, o malware alegava que o usuário tinha cometido um crime, como baixar arquivos ilegais ou pornografia infantil.

Para regularizar a situação da vítima com a lei, ele exigia o pagamento de uma “multa”, que variava de US$100 a US$3.000, paga com cartões pré-pagos.

Qual é o objetivo de um ataque ransomware?

Hoje sendo executado através de técnicas cada vez mais avançadas de criptografia, o objetivo principal de um ransomware é a extorsão.

Seja através do bloqueio de arquivos ou do acesso a sistemas, a exigência final dos cibercriminosos é sempre o pagamento de um resgate financeiro.

Um exemplo recente de ataque com ransomware foi o direcionado às Lojas Renner, que tiveram seus sistemas invadidos em 2021.

Diversas fontes relatam que a exigência para a liberação dos arquivos infectados foi de US$1 bilhão.

Como consequência, a invasão do ambiente de tecnologia da informação da Renner deixou todo o seu site fora do ar por várias horas.

Segundo a empresa, foi possível recuperar acesso aos sistemas sem o pagamento de resgate, como recomendam especialistas.

Como o ransomware ataca?

ransomware como ataca

O ciberataque por ransomware pode ocorrer em diferentes modalidades.

Um dos tipos mais conhecidos é o ransomware Diskcoder, que criptografa todo o disco do computador e impede o acesso ao seu sistema operacional.

O chamado Crypto-ransomware, no entanto, criptografa apenas alguns dos dados armazenados no disco.

Existem também o Screen Locker, que bloqueia o acesso à tela do computador, e PIN Locker, que tem como objetivo bloquear o acesso a dispositivos Android.

Em todos os casos, a finalidade do ataque tem como objetivo o recebimento de um pagamento para a liberação do que foi infectado.

Entretanto, é impossível ter certeza de que a reversão vai ser realizada como prometido.

Estratégias para infecção de ransomware

Existem diversas técnicas utilizadas pelos operadores de malwares para a invasão de dispositivos e sistemas de usuários e empresas.

Uma das estratégias maliciosas mais conhecidas é o envio de spam, ou malspam.

O malspam é um e-mail não solicitado, contando armadilhas em anexo, como PDFs, links para sites maliciosos ou documentos em Word.

Outro método cada vez mais popular de infecção é a propaganda maliciosa, ou malvertising.

Nesse caso, os usuários são direcionados para servidores criminosos, que identificam detalhes sobre o computador da vítima e selecionam o malware mais adequado para infecção.

Em geral, o mais utilizado é justamente o ransomware.

Quais são os tipos de ransomware existentes?

ransomware tipos

Atualmente, são vários os tipos de ransomware espalhados pela internet. 

Cada um deles se utiliza de diferentes estratégias para infectar dispositivos ou sistemas e sequestrar arquivos através de criptografia.

Ao conhecer os principais, você consegue evitá-los de modo adequado e evita sofrer com problemas como o bloqueio de dados importantes.

No caso das empresas, inclusive, esses danos podem ser ainda mais impactantes.

Afinal, com o bloqueio e roubo de informações confidenciais, tanto a integridade do negócio como dos seus clientes é colocada em risco.

Vale ressaltar que, com o total vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), esse tipo de incidente pode acarretar em sanções de até R$50 milhões.

Por isso, conseguir evitar os ciberataques de modo integral é a melhor forma de se proteger contra seus danos.

Confira abaixo os principais tipos de ransomware:

Ransomware de bloqueio

Os ransomwares do tipo bloqueador infectam sistemas operacionais com o objetivo de impedir completamente o acesso a todos os seus arquivos e aplicativos.

Quando este malware invade um computador, no momento de inicialização surge uma tela acompanhada pelo selo de autoridades policiais ou governamentais.

Como já citado, a intenção é fazer com que a vítima acredite que uma atividade ilegal foi detectada no seu computador.

E que, por conta disso, ela deve fazer o pagamento de uma multa, sendo a única forma de regularizar sua situação.

No entanto, nenhuma autoridade impede o acesso a computadores ou exige pagamentos por conta de atividades ilegais.

Em um cenário de ataque por bloqueio de tela, o maior desafio é conseguir acessar o software de segurança da máquina para desabilitar o malware.

Em alguns casos, se não houver a detecção de forma precoce, existe o risco de não ter como recuperar os dados criptografados.

Ransomware de criptografia

Os Criptografadores, ou Crypto Malwares, atuam restringindo e bloqueando o acesso do usuário criptografando alguns dos seus arquivos.

Neste tipo de ciberataque, o maior perigo está na sofisticação da criptografia utilizada para o sequestro de arquivos.

Isso porque ele utiliza métodos feitos para serem indecifráveis, que apenas permitem a decodificação dos arquivos por meio de chaves específicas.

No entanto, os arquivos criptografados pelo ransomware podem ser liberados se o algoritmo de criptografia utilizado for fraco.

Ou, em outro caso, se for possível encontrar as chaves de liberação dentro do código do malware ou da máquina infectada antes do prazo final para resgate.

Por conta disso, empresas que sofrem ataques virtuais correm contra o tempo para recuperar seus dados e evitar ainda mais prejuízos.

Scareware

O Scareware, também conhecido como software de engano ou Fraudware, se disfarça de um antivírus ou ferramenta de limpeza para comunicar sobre falsas ameaças.

Durante o ataque, ele surge como um aviso pop-up ou notificação com som no computador, alegando que os arquivos foram infectados.

Logo em seguida, o alerta oferece uma solução para o problema, que pode ser oferecida gratuitamente ou por meio do pagamento de uma “taxa”.

No entanto, ao clicar no banner e instalar o software, o que a vítima realmente está baixando é um malware, destinado a roubar ou sequestrar seus dados.

Como detectar um ransomware?

Por ser um código malicioso, o ransomware é capaz de se disfarçar em diversos locais dentro de um computador ou sistema.

Contudo, é possível sim detectar a sua presença antes mesmo de um ataque efetivo contra o dispositivo.

Caso você suspeite que os computadores da sua empresa foram comprometidos, o primeiro passo deve ser verificar a extensão dos arquivos de dados.

Se houver a alteração de uma extensão padrão como “.png” para algo como “.locked” ou “encryptedfile”, existem grandes chances do computador ter sido infectado.

Uma outra forma de identificar um ransomware é quando vários arquivos foram renomeados recentemente de uma só vez.

Isso acontece, pois o malware criptografa todos os dados fazendo alterações também no nome dos arquivos.

Outra maneira mais óbvia é quando não é possível desbloquear a tela do computador.

Nesse caso, é possível que o malware tenha congelado o sistema operacional da máquina.

O que fazer em caso de ataque ransomware?

A principal regra ao descobrir que o sistema da sua empresa foi infectado com um ransomware é não pagar o resgate.

Essa atitude, aconselhada pelo FBI, tem como objetivo desencorajar os cibercriminosos a lançar novos ataques contra seus dispositivos.

Para conseguir recuperar arquivos criptografados, recomenda-se buscar ajuda de profissionais especializados em Tecnologia da Informação (TI) e remoção de ransomwares.

É importante ressaltar que algumas famílias de ransomwares já possuem descriptografadores criados.

Portanto, a ajuda de uma equipe especialista para identificar a modalidade do malware e a dimensão dos seus danos é fundamental.

O objetivo deve ser a correção dos problemas e eliminação completa da ameaça antes que os arquivos sejam completamente excluídos.

Removendo o ransomware

A menos que você esteja impossibilitado de acessar seu dispositivo, a exclusão de um ransomware ainda não ativado pode ser executada.

É possível, entrando no Modo Seguro do seu computador, executar um programa antivírus para excluir o malware completamente.

No entanto, quando já houve a instalação do software malicioso como o bloqueador, é impossível acessar o computador e executar qualquer programa.

Sendo assim, as únicas alternativas restantes são:

  • Fazer a restauração do sistema;
  • Executar o programa antivírus por um disco externo;
  • Reinstalar o sistema operacional do computador;
  • Contratar uma empresa especializada na remoção e prevenção contra malwares.

Sabendo que o tempo determinado para recuperação dos arquivos costuma ser curto, pode fazer mais sentido buscar imediatamente por apoio especializado.

Quais são as consequências de um ataque ransomware? 

ransomware consequencias

Os impactos de um ciberataque por ransomware estão geralmente ligados a prejuízos financeiros nas empresas.

Afinal, o custo para pagamento de resgate ou liberação dos arquivos infectados por profissionais pode ser bastante alto.

Em alguns casos, os negócios também perdem um dia inteiro de vendas com seus sites fora do ar, enquanto trabalham para a remoção do malware.

Entretanto, existem outras consequências do ataque ransomware. São elas:

  • Perda de credibilidade no mercado;
  • Exposição de informações confidenciais da corporação e seus clientes;
  • Possibilidade de multas de até R$50 milhões.

Portanto, a busca pela adequação da LGPD e implementação da segurança da informação nas empresas pode ser vista como essencial.

Assim, protegendo os negócios contra prejuízos financeiros, preservando a integridade dos seus clientes e mantendo sua imagem positiva no mercado. 

Como se proteger de um ransomware?

ransomware como proteger

Segundo o relatório Panorama de Ameaças 2021, da Kaspersky, os ciberataques no Brasil tiveram um crescimento de 23% nos primeiros oito meses do ano.

Sabendo disso, a forma mais eficiente de lidar com ataques criminosos é evitar que eles aconteçam,

Ao implementar uma solução de segurança da informação na sua empresa, torna-se possível eliminar vulnerabilidades e proteger sistemas contra ataques.

Dessa forma, evitando o desgaste causado pela invasão e comprometimento de dados pessoais e confidenciais armazenados pela empresa.

Apesar de métodos como a criação de backups e atualização constante de dispositivos serem importantes, é ainda mais eficiente a busca por uma solução multi-camadas.

Ou seja, uma solução de segurança capaz de identificar problemas com antecedência, estabelecer medidas eficientes de proteção e treinar equipes para reconhecer e evitar ataques

Como a Vantix Tecnologia pode te ajudar?

A Vantix é uma empresa especializada na proteção contra infecção e disseminação de ransomware.

Nossas soluções de cibersegurança combinam recursos de prevenção, detecção e mitigação líderes de mercado. 

Através do nosso serviço de Smart Assessment, verificamos diversos aspectos do seu ambiente de backup para te ajudar a eliminar possíveis vulnerabilidades.

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Conclusão

O ransomware é um dos tipos mais perigosos de ataque virtual, sendo cada vez mais aperfeiçoado contra medidas de combate.

Tendo como alvo usuários e empresas de todos os tamanhos, ele é capaz de prejudicar processos e causar altos prejuízos financeiros.

Por conta disso, entender como o ransomware funciona e saber como se defender contra seus ataques é a melhor forma de evitar dores de cabeça.

SAIBA COMO SE PROTEGER DE RANSOMWARE

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